Isto não é uma explicação



Há quem diga que pingo é letra, que para bom entendedor uma palavra basta e que silêncios dizem muita coisa.
Eu discordo, não só porque pareço, ainda que sem querer na maioria das vezes ao menos, ter me aperfeiçoado em desapontar as pessoas; mas discordo, principalmente, porque gosto das coisas ditas.
As coisas não ditas abrem um manancial infinito de interpretações e eu primo pelo fato de ser entendida. Aposto no diálogo como solução magistral de conflitos. Recomendo e tento sempre a pratica de conversas que ora são boas, ora não são. Mas mesmo das más sou fã. Se alguém não gosta de mim ou do que eu faço e se emburra em silêncio ou desfere pingos para que eu o entenda se frustra. De mim não ouvirá palavra, mas se me xingar e disser tudo que lhe vai ao coração ou ao estômago ganhará meu respeito. Posso, eventualmente, me magoar, o que não ocorre com frequência, mas quando ocorre passa em zás-trás, contudo é sempre melhor ouvir a verdade, ainda que cruel, que pairar no limbo de não saber o que se passa na alma emburrada que soçobre por perto.
Dito isso, comunico a quem interessar possa, que ando cada vez mais afastada do colóquio digital e absorta em minha caminhada pela sobrevivência. Meu tempo é cada vez menor e anda sempre em trajetória oposta ao meu cansaço. Por isso não é de vereda que saio de grupos de whatsapp e deixo de dar parabéns no facebook ou curtir seu lindo almoço no Instagram. Isso não significa nada mais além disso que digo.
Apesar de ser extremamente simples o que exponho, sei que dirão horrores de mim. Serei chamada de antipática, esnobe, metida e por aí vai. Não me importo. Já fui xingada de todos os jeitos. Quem me conhece, na intimidade, sabe que pode conversar comigo e ouvir MINHAS verdades sobre MINHAS atitudes em MINHA vida. Afinal é somente sobre ela que posso fazer alguma coisa, exatamente como faço agora.

Bárbara Sanco 23.03.2021

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